Google Ads8 min de leitura27 de outubro de 2026

    O Pixel da ClickBank Funciona no Google Ads? Veja as 3 Vias

    Logo da ClickBank com os endereços oficiais: site clickbank.com, login de afiliado em accounts.clickbank.com/login.htm e cadastro em accounts.clickbank.com/master/makebank.html.

    Você não consegue instalar a tag do Google Ads no checkout da ClickBank: o formulário de compra é da ClickBank e a página de obrigado é do produtor. A venda da ClickBank chega ao Google Ads por uma de três vias: o pixel antigo do Integrated Sales Reporting (ISR), que roda no navegador; a integração da própria ClickBank com o Google Ads, em Integrations → Postback/Pixels, que envia a venda de servidor para servidor; ou um postback personalizado para um rastreador. As duas últimas funcionam, e as duas dependem da mesma coisa: o ID do clique do Google, o GCLID, precisa ir do anúncio até o HopLink.

    O clique acontece no Google, a venda na ClickBank — e ninguém liga os dois

    A sua conta de anúncios vê o clique. A ClickBank vê a venda. Se nada leva a venda de volta, o Google Ads mostra gasto e zero conversão, e o lance automático continua comprando clique sem saber qual palavra-chave, anúncio ou público vendeu. Você passa a julgar a campanha pelo painel da ClickBank, que mostra a venda mas não mostra o anúncio. Por isso "pixel da ClickBank" é uma das primeiras buscas de quem começa a anunciar: o rastreamento não é relatório, é o que deixa a conta aprender.

    Pixel de rastreamento é um código que roda no navegador do comprador, numa página de checkout ou de obrigado. Postback é o aviso que a plataforma envia de servidor para servidor quando a venda acontece — não precisa de código em página nenhuma. GCLID é o ID que o Google acrescenta à URL do anúncio quando a tag automática está ligada; é por ele que o Google Ads liga a venda ao clique.

    Dá para colocar a tag do Google Ads no checkout da ClickBank?

    Não. O afiliado não controla nenhuma página do caminho de compra da ClickBank. O formulário de compra é da ClickBank; a página de obrigado e os upsells são do produtor. A tag do Google que você instalaria numa página de obrigado não tem onde entrar. A ClickBank resolve isso do lado dela: em vez de deixar você pôr código, ela manda a venda para fora.

    Como funciona a ClickBank, etapa por etapa: o afiliado cria a conta com cadastro grátis, escolhe a oferta no marketplace e gera o HopLink, o comprador vê a página de vendas do produtor, paga no checkout da ClickBank, e o afiliado recebe a comissão, uma porcentagem de cada venda, paga às sextas.
    A página de vendas é do produtor e o checkout é da ClickBank. A parte do afiliado termina no HopLink, então a tag do Google não tem página onde entrar.

    As 3 vias para a venda da ClickBank chegar ao Google Ads

    Tela Add Integration da ClickBank, em Integrations → Postback/Pixels: modelos de Traffic Sources para Facebook Pixel, Google Ads, TikTok Ads, Pinterest Ads, Outbrain, Taboola, Microsoft Advertising e NewsBreak; Ad Trackers marcados como Coming Soon; e, em Additional Integration Options, a opção Custom Postback/Pixel.
    Na mesma tela da ClickBank estão duas das três vias: o modelo Google Ads, que só envia para o Google, e o Custom Postback/Pixel, que manda a venda para um rastreador.

    1. Integrated Sales Reporting (ISR): o pixel antigo

    O ISR é o pixel de rastreamento da ClickBank que roda no navegador. A própria ClickBank avisa que ele pode deixar de contar conversões feitas numa página de obrigado personalizada ou nos upsells, e diz que o Postback/Pixels vai substituí-lo, com aviso prévio. Ainda funciona, mas não é por onde começar uma configuração nova.

    2. A integração da ClickBank com o Google Ads

    Desde janeiro de 2025 a ClickBank tem uma integração nativa com o Google Ads. No Google Ads, você cria ações de conversão off-line (Initial Purchase, Upsell Purchase e Order Form Impression) e liga a tag automática. Na ClickBank, vai em Integrations → Postback/Pixels → Add Integration → Google Ads, entra com a conta do Google, escolhe a conta de anúncios e liga cada evento a uma ação de conversão. A ClickBank passa a enviar a venda pela API do Google. O detalhe: todo evento precisa trazer o GCLID, recebido pelo parâmetro gclid no HopLink — sem ele, o Google recusa a conversão. E ela só atende o Google.

    3. Postback personalizado para um rastreador

    No mesmo menu, a opção Custom Postback/Pixel manda cada venda (Initial Purchase e Upsell Purchase) para um endereço que você escolhe, devolvendo os parâmetros que estavam no seu HopLink: tid, aff_sub1 a aff_sub5, extclid. Um rastreador que guardou o clique na sua presell recebe o aviso, encontra o clique e envia a conversão para o Google Ads — e, da mesma venda, para a Meta, a NewsBreak ou a Taboola.

    Formulário Custom Postback da ClickBank, numerado: 1 nome da integração, 2 Status em Active, 3 apelido da conta com Role Type Affiliate, 4 Event Types Initial Purchase e Upsell Purchase, 5 campo Postback URL onde se cola o endereço do rastreador, 6 botão Save.
    O formulário do Custom Postback: escolha os eventos, cole o endereço do rastreador e salve. A partir daí a venda sai da ClickBank sozinha.
    • Pixel do ISR — roda no navegador, perde página de obrigado personalizada e upsell, está sendo substituído.
    • Integração nativa com o Google Ads — servidor para servidor, sem custo, mas exige o GCLID no HopLink e só envia para o Google.
    • Postback para um rastreador — servidor para servidor, funciona com presell e envia a mesma venda para mais de uma plataforma de anúncios.
    • Reembolso não vem por nenhum desses avisos: a conversão continua contada no Google Ads.
    • Compra com cartão de teste não dispara nenhum deles — confirme com uma venda real.

    Com presell, o GCLID chega na URL da sua presell, não no HopLink. Se o botão da presell aponta para o HopLink puro, o ID se perde no caminho e a ClickBank recebe a venda sem nada para ligar ao clique. Atenção também ao tamanho do campo: aff_sub1 a aff_sub5 guardam até 100 caracteres, e a ClickBank corta o que passar disso. Um GCLID cortado não bate com clique nenhum.

    Como levar o GCLID do anúncio até o HopLink?

    O ID precisa ser lido na presell e repassado no link em que o comprador clica. Na prática:

    • Ligue a tag automática no Google Ads (Configurações da conta → Tag automática), para todo clique chegar com GCLID.
    • Na presell, leia o GCLID da URL da página quando o visitante chegar.
    • Acrescente o ID ao HopLink num campo que a ClickBank devolve: o parâmetro gclid, para a integração nativa, ou um dos campos de rastreamento, para o postback.
    • Use o botão Test da ClickBank para conferir se o seu endereço responde — ele manda dados fictícios, não uma venda real.
    • Depois da primeira venda real, confira no Google Ads se a conversão ficou ligada a um clique. Ação de conversão nova pode levar até 24 horas para aparecer.
    Caminho da venda da ClickBank com tráfego pago: o anúncio no Google, na Meta, na NewsBreak ou na Taboola leva à presell no seu domínio, que guarda o ID do clique; dali o comprador segue pelo seu HopLink, com o ID do clique junto, até a página de vendas do produtor e o checkout da ClickBank. Quando a venda é paga, o postback devolve a venda ao anúncio como uma conversão, sem pixel.
    É na presell que o GCLID é guardado. Se ele vai junto no HopLink, a venda volta ligada ao clique; se não vai, chega sem nada para ligar.

    Se você anuncia direto para o HopLink, sem presell, a integração nativa basta. Com presell, alguém precisa fazer a passagem do ID — um script seu ou um rastreador. O caminho completo da venda, da presell ao postback, está em como vender ClickBank no Google Ads.

    Como o AdsTracking liga a venda da ClickBank ao clique do Google

    Com a AdsX, a passagem acontece sozinha. A presell que você cria no AdsPages guarda o clique e leva o ID dele no HopLink. Você cadastra o postback da AdsX uma vez na ClickBank, em Integrations → Postback/Pixels, e cada venda e upsell volta para o AdsTracking ligada ao anúncio que a trouxe. De lá ela vai para o Google Ads como conversão, e para a Meta, a NewsBreak e a Taboola se você anuncia nelas também. A configuração tem 5 passos e está na página de integração da ClickBank.

    O AdsX foi desenvolvido para ajudar anunciantes a criar e gerenciar campanhas em conformidade com as políticas do Google Ads. A plataforma não oferece suporte nem permite nenhum mecanismo para burlar os sistemas de revisão de anúncios.

    O postback da ClickBank é reenviado até 3 vezes quando o servidor de destino responde com erro (5xx), e o Google Ads aceita conversão off-line até 90 dias depois do clique — a venda enviada por postback não se perde numa queda rápida nem numa decisão de compra demorada.

    Perguntas frequentes

    O Integrated Sales Reporting da ClickBank ainda funciona?

    Sim. A ClickBank diz que o ISR continua funcionando e que vai avisar com antecedência antes de desligá-lo. Como ele roda no navegador e pode perder página de obrigado personalizada e upsell, numa configuração nova vale mais usar o Postback/Pixels.

    Posso usar a integração nativa e um postback ao mesmo tempo?

    Pode, desde que os dois não mandem a mesma venda para a mesma ação de conversão — senão cada venda conta duas vezes. Escolha uma fonte para cada ação de conversão no Google Ads.

    Por que o Google Ads recusa as minhas conversões da ClickBank?

    Na maioria das vezes, o GCLID não chegou: a tag automática está desligada, a presell não passou o ID para o HopLink ou o valor foi cortado por ser maior que o campo. O Google também ignora conversão enviada mais de 90 dias depois do clique.

    O reembolso da ClickBank tira a conversão?

    Não. Reembolso não vem por esses avisos, então a conversão continua no Google Ads. Acompanhe os reembolsos no painel da ClickBank.

    Leia também

    Fontes

    Informações conferidas em 27 de outubro de 2026, nas páginas oficiais abaixo.

    Quer cada venda da ClickBank ligada ao anúncio que a trouxe?

    A presell leva o clique, o postback traz a venda de volta e o Google Ads aprende com cada conversão.