Sim, dá para criar uma presell no Google Sites: você acessa sites.google.com, cria um site em branco, monta a página com blocos de texto e imagem, insere o botão com seu link de afiliado e publica. Leva uns 20 minutos e não custa nada. O problema não é criar — é o que acontece depois, quando você aponta uma campanha de Google Ads para essa página. Este artigo mostra o passo a passo real e, principalmente, os quatro pontos em que o Google Sites trava para quem anuncia.
Presell (ou bridge page) é a página intermediária entre o anúncio e a página de vendas do produtor. Ela pré-vende: aquece o visitante, contextualiza o problema e só então entrega o link de afiliado. Sem ela, o Google recebe um clique que vai direto para uma página que você não controla — o que costuma custar caro em Quality Score.
Como criar uma presell no Google Sites passo a passo
O fluxo é simples e não exige nenhum conhecimento técnico. Se o seu objetivo é apenas ter uma página no ar hoje para testar um criativo, funciona.
- Acesse sites.google.com com sua conta Google e clique em “Em branco” para criar um novo site.
- Dê um nome interno ao projeto e escreva o título da página — esse título é o que o visitante lê primeiro, então use o mesmo ângulo do seu anúncio.
- Monte o corpo da presell com os blocos da barra lateral: caixa de texto para o conteúdo, imagem para o produto e divisor entre as seções.
- Adicione o botão de CTA pelo bloco “Botão”, cole o seu link de afiliado no campo de link e escreva um texto de ação (“Ver o preço oficial”, “Acessar o site oficial”).
- Confira o resultado no ícone de visualização em celular — a maioria do tráfego de Google Ads é mobile.
- Clique em “Publicar”, escolha o endereço (algo como sites.google.com/view/seu-nome) e defina o site como público na busca ou não.
O que o Google Sites resolve de verdade
É importante ser justo com a ferramenta. O Google Sites é gratuito, tem SSL automático, não pede cartão, não exige instalação de plugin e sobe uma página estável em minutos. Para uma página institucional, um portfólio ou um documento interno de equipe, é uma escolha perfeitamente razoável. E se você está apenas validando se um ângulo de copy faz sentido antes de investir, ter algo no ar rápido tem valor.
Por que a presell no Google Sites trava no Google Ads?
A dificuldade não é estética — é estrutural. O Google Sites foi construído para publicação de conteúdo corporativo, não para tráfego pago de performance. Quatro limitações aparecem sempre, e todas afetam diretamente o custo da sua campanha.
1. Velocidade e LCP fora do controle
O Google Sites carrega um bundle pesado de JavaScript próprio antes de renderizar seu conteúdo, e você não tem acesso ao HTML para otimizar nada. Em conexões móveis brasileiras é comum ver LCP acima de 4 segundos. Como a experiência na página de destino é um dos três componentes do Quality Score, um LCP ruim significa CPC mais alto pelo mesmo clique.
LCP (Largest Contentful Paint) é o tempo até o maior elemento visível da página aparecer na tela. O Google considera bom abaixo de 2,5 segundos, aceitável até 4 segundos e ruim acima disso. É a métrica de Core Web Vitals que mais pesa na avaliação de experiência da landing page.
2. Domínio próprio limitado
A URL padrão é sites.google.com/view/algum-nome. É possível conectar um domínio próprio, mas o processo passa pelo Google Search Console, exige verificação de propriedade e o resultado ainda é uma página servida pela infraestrutura do Sites. Para o Google Ads, o domínio de exibição precisa ser coerente com o anúncio e com o destino final — uma URL de subpasta compartilhada com milhares de outros sites não ajuda a construir a confiança que o algoritmo mede.
3. Sem controle de scripts e de rastreamento
Este é o ponto mais grave. O Google Sites não permite inserir código JavaScript arbitrário no head da página. Você até consegue vincular o Google Analytics pelas configurações, mas não consegue instalar a tag de conversão do Google Ads com parâmetros customizados, não consegue capturar e repassar o GCLID para a plataforma do produtor, e não consegue rodar scripts de postback. Sem isso, o Google não sabe quais cliques viraram venda — e sem conversão registrada, Smart Bidding e CPA Alvo simplesmente não têm o que otimizar.
4. Risco de política de bridge page
A política do Google Ads sobre destinos exige conteúdo de valor próprio na página de destino. Uma presell no Google Sites com três linhas de texto e um botão gigante para o link de afiliado é exatamente o padrão que os revisores classificam como bridge page sem valor agregado. A ferramenta não causa a reprovação — a página rasa causa. Mas como o Sites limita o quanto você consegue construir, a tentação de fazer raso é maior.
A armadilha mais cara não é a reprovação do anúncio — é a campanha que roda por semanas sem rastreamento de conversão. Você paga por cliques, algumas vendas acontecem, mas o Google não recebe o sinal e continua entregando para o público errado. O afiliado conclui que “Google Ads não funciona para esse produto” quando o problema era o dado que nunca chegou.
Quais são as alternativas ao Google Sites para presell?
Existem três caminhos, com custos de tempo bem diferentes.
- WordPress em hospedagem própria — controle total, mas exige instalar, configurar tema, plugin de cache, certificado SSL e cuidar de atualização e segurança.
- Construtor de página genérico (tipo drag-and-drop de marketing) — mais rápido que WordPress, mas geralmente não entrega antibot nem rastreamento pronto para afiliado.
- HTML estático hospedado em CDN — velocidade excelente, porém exige que você saiba escrever a página e configurar DNS.
- Plataforma feita para afiliado de Google Ads — presell, domínio, hospedagem e rastreamento já integrados no mesmo lugar.
Como o AdsX resolve isso?
O AdsX foi construído exatamente para o afiliado que chegou ao Google Sites tentando resolver um problema de estrutura. O AdsPages gera a presell com IA em modelos que já existem no mercado e funcionam — cookie, quiz, review, fantasma, banner, topo de funil e cash on delivery — com conteúdo suficiente para sustentar a análise de valor agregado, e não apenas um botão. O AdsHosting publica essa página em infraestrutura otimizada para LCP baixo, com SSL e antibot já ativos, sem você tocar em servidor. O AdsDomains conecta um domínio próprio em um clique, com DNS e certificado resolvidos automaticamente. E o AdsTracking captura o GCLID no clique, acompanha a venda em mais de 20 plataformas e devolve a conversão ao Google — que é a peça que o Google Sites não tem como entregar.
Páginas de presell servidas por CDN otimizada costumam entregar LCP abaixo de 2,5 segundos, faixa que o Google classifica como boa em Core Web Vitals — enquanto páginas construídas em ferramentas genéricas de site frequentemente ficam acima de 4 segundos em conexões móveis, a faixa classificada como ruim.
Perguntas frequentes sobre presell no Google Sites
O Google Sites é proibido no Google Ads?
Não. Não existe nenhuma regra que proíba o domínio sites.google.com como destino de anúncio. O que causa reprovação é o conteúdo da página — presell rasa, redirecionamento automático, promessa exagerada ou destino que não corresponde ao anúncio. Uma página bem construída no Sites pode ser aprovada; a questão é que a ferramenta dificulta construir bem.
Dá para instalar a tag de conversão do Google Ads no Google Sites?
Não da forma completa. O Sites permite vincular uma propriedade do Analytics pelas configurações, mas não permite inserir código no head nem executar JavaScript personalizado. Isso inviabiliza captura de GCLID, parâmetros customizados e postback do produtor — que é justamente o que alimenta o Smart Bidding.
Posso usar meu próprio domínio no Google Sites?
Sim, através do Google Search Console, verificando a propriedade do domínio e apontando um registro CNAME. Funciona, mas dá trabalho e não resolve os problemas de velocidade e de rastreamento — você fica com um domínio bonito servindo uma página que continua lenta e cega para conversões.
Vale a pena começar no Google Sites e migrar depois?
Para validar um ângulo de copy sem gastar nada, sim. Para rodar campanha com orçamento real, não — porque a migração significa trocar de URL, perder o histórico da campanha e reiniciar o aprendizado do algoritmo. Se você já decidiu investir em Google Ads, começar na estrutura certa sai mais barato que migrar depois.
Conclusão
Criar uma presell no Google Sites é fácil e gratuito, e isso explica por que tanta gente busca esse caminho. Mas a ferramenta não foi feita para tráfego pago: o LCP alto encarece o clique, o domínio compartilhado enfraquece a percepção de confiança, a ausência de scripts impede o rastreamento de conversão e a limitação de conteúdo aumenta o risco de reprovação por bridge page. Se você está apenas testando uma ideia, use e siga em frente. Se já está pagando por cliques, o dinheiro que você economiza na ferramenta você devolve em CPC e em vendas que o Google nunca soube que aconteceram.
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